Frente dos Servidores convoca ato em Defesa do IPE Saúde no dia 26 de abril

Procurando defender o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do RS (IPE Saúde) e solicitando a revisão geral dos salários, a Frente dos Servidores Públicos (FSP) está chamando um ato no dia 26 de abril, quarta-feira, às 9h, em frente ao IPE Saúde (Av. Borges de Medeiros (1945), em Porto Alegre. Após a concentração, será realizada uma caminhada até o Palácio Piratini, com saída prevista para as 10h.

A FSP, e todas as entidades que compõe a Frente, afirma que com perdas salariais que ultrapassam 60% nos últimos anos, os servidores e servidoras estaduais sofrem com a proposta de reestruturação do IPE Saúde apresentada pelo governador Eduardo Leite, que representa um grande aumento das contribuições e quebra a lógica solidária de funcionamento do Instituto.

Ao propor mudanças, o o Estado não leva em consideração que o IPE Saúde, por ter seu percentual de contribuição calculado com base nos vencimentos dos beneficiários, teve sua receita praticamente congelada desde 2015 devido à política de arrocho salarial implementada. 

Ato em Defesa do IPE
Data: 26 de abril (quarta-feira)
Horário: 9 horas
Local: Em frente ao IPE (Rua Borges de Medeiros, 1945) – Porto Alegre

Com informações do Sindjus/RS

Nota Pública da Frente dos Servidores em defesa do IPE Saúde e da revisão geral da inflação nos salários

A Frente dos Servidores Públicos (FSP), coletivo que reúne cerca de 20 entidades dos servidores públicos do Rio Grande do Sul, entre elas a Associação dos Servidores da Justiça (ASJ), divulgou nota conjunta repudiando a proposta de reestruturação do IPE Saúde apresentada pelo Governo do Estado. 

De acordo com a manifestação, “a principal causa do déficit do IPE Saúde é o arrocho salarial imposto ao funcionalismo, que ultrapassa 60% apenas nos últimos nove anos, o que impactou diretamente as receitas da instituição”.  

A nota destaca ainda que a política de retirada de direitos e precarização dos serviços públicos favorece os interesses do mercado, aumentando os valores das consultas e procedimentos médicos e entregando o sistema de saúde solidário dos servidores públicos à iniciativa privada. 

 

Confira o texto: 

Nota pública da Frente dos Servidores em Defesa do IPE Saúde e da revisão geral da inflação nos salários

 

A Frente dos Servidores Públicos do RS (FSP) manifesta seu repúdio à reestruturação do IPE Saúde anunciada pelo governo e a necessidade urgente da revisão geral anual nos vencimentos dos servidores estaduais, dado o avanço do empobrecimento das categorias, temas absolutamente conectados.

A FSP afirma que a principal causa do déficit do IPE Saúde é o arrocho salarial imposto ao funcionalismo, que ultrapassa 60% apenas nos últimos nove anos, o que impactou diretamente as receitas da instituição. Nenhum plano de saúde, público ou privado, ficou com sua receita praticamente congelada nesse período.

A política conjugada do arrocho salarial, retirada de direitos dos servidores e a deterioração do IPE Saúde tem uma óbvia conexão, servindo a um claro propósito favorecer os interesses do mercado com o aumento dos valores das consultas e procedimentos à classe médica e a consequente entrega de um sistema de saúde solidário dos servidores públicos a iniciativa privada.

Tal crise, guarda relação direta com a não cobrança dos devedores e a má gestão, que há anos vem sendo deliberadamente alimentada pela lógica neoliberal de estado mínimo, precarização dos serviços públicos e contínua entrega do patrimônio coletivo aos interesses do mercado.

O Estado, há anos, vem de maneira condenável se apropriando receitas oriundas de 214 imóveis do Fundo de Assistência à Saúde (FAS) e dos descontos sobre os precatórios pagos aos servidores quando tais recursos deveriam ser aplicados no IPE Saúde.

Os servidores públicos não aceitarão mais o aprofundamento cenário de perdas salariais, retiradas de direitos e sobretaxação aumento da contribuição dos dependentes e se mobilizarem contra a política de confisco salarial que está por trás desse projeto de reestruturação do IPE Saúde.

O ônus das crises não pode continuar a ser repassado apenas à classe trabalhadora. A luta pela manutenção do IPE Saúde solidário e por nossa dignidade salarial, que vem sendo usurpada ano a ano, significa acima de tudo a defesa e a proteção da sociedade como um todo. Por isso, apelamos a toda sociedade gaúcha para que nos apoie nessa causa.

Porto Alegre, 19 de abril de 2023.

 

Regulamentação da Convenção 151 é tema de encontro em Brasília

A regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que protege a negociação coletiva e assegura o direito de greve dos funcionários públicos, foi tema do encontro realizado na tarde desta quinta-feira (20/04) entre as Centrais Sindicais e o Governo Federal. O encontro aconteceu em Brasília (DF), na sede do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, e contou com a participação da ministra Esther Dweck, e do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. 

Juntamente com o presidente da Pública Central do Servidor, José Gozze, o presidente da Associação dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (ASJ), Paulo Olympio, e a advogada Andréa Munemassa, acompanharam as discussões. “Esta é mais uma luta em que estamos avançando em busca de melhores condições de trabalho para todos os servidores públicos e estamos confiantes na abertura ao diálogo com o governo federal”, destaca Olympio. 

Foto: Pública Central do Servidor

Revisão Geral Anual é a principal alternativa apontada pelas entidades da União Gaúcha para a crise no IPE Saúde

Na reunião da União Gaúcha dessa segunda-feira (17/4) na sede administrativa da Adpergs, os dirigentes das entidades apontaram a Revisão Geral Anual, como a principal alternativa para a crise no IPE Saúde.  Sob a direção do vice-presidente da UG, Mário Rheingantz que é presidente da Associação dos Defensores e Defensoras do Estado, a pauta que é central nas discussões da entidade foi amplamente debatida, com análise dos diagnósticos apresentados pelo governador do Estado na semana passada, aos parlamentares.

O IPE Saúde é o tema que permeia todas as reuniões da UG, em especial, nesses primeiros meses do ano, em que o governo anunciou uma reformulação no Instituto. Sem ainda ter o conhecimento das propostas que estão sendo elaboradas pelas equipes responsáveis do governo, o assunto vem gerando inseguranças e dúvidas nos servidores sobre o futuro do sistema de saúde, que conta com mais de um milhão de vidas. Os servidores temem que, mais uma vez, sejam penalizados pela consequente crise financeira gerada por gestões políticas e pouco comprometidas com a autarquia durante anos.

Conforme apontou o presidente da União Gaúcha, Cristiano Vilhalba Flores, na audiência pública realizada na última quarta-feira, 12, na Assembleia Legislativa, o IPE Saúde poderia apresentar um superávit de R$ 400 milhões no ano, caso os servidores recebessem a reposição inflacionária, que já soma quase 60% no índice de defasagem. A provável taxação dos dependentes, apontada pelo governo como uma das alternativas para o IPE, acabaria, conforme entendem as entidades, causando um desestímulo aos servidores que se desligariam do IPE, inchando o Sistema Único de Saúde (SUS), causando um colapso na saúde pública e gerando um grave problema à toda a sociedade gaúcha.

Em vista disso, a União Gaúcha vem fazendo movimentos em direção aos deputados e órgãos do governo mostrando as alternativas viáveis para o IPE. A entidade tem acento no Conselho de Administração do IPE Saúde e se sente responsável para, junto com o governo, buscar as soluções possíveis para o fortalecimento do Instituto. No decorrer da semana, a coordenação, junto com os seus representantes no Conselho, irá elaborar uma minuta que apresentará as falhas e as soluções ao sistema de saúde do funcionalismo.

Na semana passada, na última quinta-feira, 13, por exemplo, a coordenação executiva da UG visitou os assessores do vice-governador, Gabriel Souza, o secretário-executivo de Assuntos institucionais do Estado, Janir Branco e Maicon Di Giacomo, assessor-executivo de assuntos institucionais para tratar não somente do IPE Saúde e da Revisão Geral Anual, mas também do IPE Prev e do Regime de Recuperação Fiscal. Na sequência, o grupo se reuniu com o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, onde as lideranças puderam observar as intenções do governo para com o IPE Saúde e as demais pautas.

Ainda, na reunião dessa segunda-feira,17, as entidades também debateram a PEC 555/06, com o presidente do Mosap, Edison Haubert, que participou de forma virtual. A PEC revoga o dispositivo da Emenda Constitucional – da Reforma da Previdência, acabando com a cobrança de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos aposentados (Contribuição de Inativos).

Fotos: Gilvânia Banker

 

 

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