Pública presente em mais uma reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente
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- Publicado em Quarta, 26 Julho 2023 21:56

A Pública Central do Servidor foi representada nesta terça-feira, (25/07), em mais uma reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), pelo Diretor de Segurança, Saúde e Higiene no Trabalho da Pública, Odair Ambrósio.
Ambrósio considera não ter havido muitos avanços. Os itens da pauta não remuneratória enviados no dia 18 tiveram poucas respostas. De nove itens encaminhados, apenas três tiveram respostas parciais, entre eles a IN 02 e a IN 54. E o pouco que foi respondido não agradou as entidades. O governo ficou de estudar tudo, inclusive o que já foi respondido, para reformular as respostas e atender a todos os itens na próxima reunião sobre os temas. A próxima reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente está marcada para o dia 04/08.
Foi considerado positivo o posicionamento firme do governo contra a PEC 32, mesmo admitindo que o governo não tem gerência direta sobre a retirada da tramitação, o que cabe à mesa diretora da Câmara que tem interesse na aprovação.
O governo garantiu que vai estudar uma forma de negociar a pauta com o legislativo. De concreto sobre a PEC 32, a Pública informa ter tido a confirmação de que não há votos suficientes para a sua aprovação (308 votos a favor em dois turnos), mas também não há votos suficientes para retirada (maioria simples no plenário).
Segundo o governo, esta segunda rodada, após a assinatura do protocolo de instalação da MNNP, foi mais uma reunião de diálogo com as entidades representativas dos servidores públicos federais. Nos termos do protocolo da MNNP, a bancada sindical foi composta por 20 representantes das entidades representativas dos servidores e dos empregados públicos civis federais e por representantes das centrais sindicais. Também, conforme previsto no protocolo, a bancada governamental foi composta pelas nove pastas que compõem a Mesa.
O secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), José Lopez Feijóo, coordenou as negociações. “Pelo diálogo, pela conversa e pela negociação permanente, todos nós da Mesa estamos buscando soluções para as demandas apresentadas, seja pelos servidores, seja pelo governo”, declarou o secretário, sobre a reunião.
Feijóo acrescentou que “a mesa veio para preencher a lacuna da Constituição Federal: ao reconhecer o direito a servidoras e servidores de se organizarem em sindicato, mas não previu o direito à negociação. A mesa supre essa lacuna”.
Comunicação/Cal/Pública/2023
Homenagem às vítimas do voo da Tam
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- Publicado em Segunda, 17 Julho 2023 15:05

Nesses 16 anos, aprendemos a lidar com a saudade e a reconstruir nossas vidas, mas as memórias dos amigos que se foram permanecem conosco. Hoje prestamos homenagem a cada um deles, relembrando a importância de suas jornadas e o impacto que tiveram em nossas vidas.
Olhamos para trás e refletimos sobre como a tragédia nos afetou e nos moldou como indivíduos e como comunidade. Encontramos força em nossa resiliência coletiva, nos apoiamos mutuamente e buscamos maneiras de honrar a memória daqueles que se foram. Unidos, encontramos conforto e solidariedade.
A dor da perda nunca desaparece, mas o tempo nos ensina a transformá-la em algo construtivo. Celebramos os sorrisos que compartilhamos, as histórias que vivemos juntos no sindicato e pelo sindicato e a contribuição de cada um para nossa trajetória.
Neste dia, prestamos tributo a todas as vidas perdidas no acidente da TAM. Que possamos carregar suas lembranças com gratidão e honrá-los através das nossas ações diárias.
Fonte: Sinapers
Carta de Porto Alegre sugere medidas para a proteção da Previdência Social
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- Publicado em Sexta, 14 Julho 2023 20:22

Entidades representativas dos trabalhadores estão sendo convocadas para unirem forças na defesa de mudanças pela proteção da Previdência Social. Na Carta de Porto Alegre, divulgada nesta quinta-feira (13/07), ao final da terceira edição do “Seminário Regimes Próprios de Previdência Social: Desafios e Perspectivas”, é indicada a necessidade de revisão pela União das medidas que garantam a proteção e o bem-estar dos segurados.
Entre as nove demandas apresentadas no documento, leia abaixo, estão a redução gradativamente da incidência de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões; a aplicação do benefício da dupla isenção previdenciária aos aposentados portadores de doenças graves; a manutenção do Regime de Previdência Complementar dos servidores públicos no âmbito de Entidades Fechadas e a constituição de um Conselho Gestor Nacional dos Regimes Próprios de Previdência Social, atuando de forma integrada com o Conselho Nacional dos Regimes Próprios de Previdência Social, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Secretaria de Regime Próprio e Complementar (SRPC) do Ministério da Previdência Social (MPS).
“São medidas justas que surgem em meio às preocupações com a sustentabilidade e a justiça social dos sistemas previdenciários. A busca por uma previdência mais equitativa, transparente e adequada às necessidades dos trabalhadores é fundamental para garantir a dignidade na aposentadoria”, defende Paulo Olympio, presidente da Associação dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (ASJ). Ele esteve no evento juntamente com o presidente da Pública (Regional DF), Vilson Antonio Romero, compondo a mesa de abertura.
A ASJ, ligada à Central Pública do Servidor que subscreve o documento, acompanhou as discussões do Seminário, que aconteceu no plenário Ana Terra, da Câmara de Vereadores, e reuniu especialistas e representantes de entidades para debater os desafios e esclarecer dúvidas sobre as regras de transição, direitos da aposentadoria, cálculos e garantias de manutenção e sustentabilidade dos Fundos Públicos de Previdência.
Entre os palestrantes, a advogada e vice-presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB/RS, Maíra Mota; a advogada integrante da Comissão de Seguridade Social da OAB/RS Aline Danelon; o auditor fiscal da diretoria dos Regimes Próprios da Previdência Social do Ministério da Previdência Social Sérgio Pedro Werlang; o atuário e auditor do Tribunal de Contas do Estado do RS (TCE/RS), Gustavo Adolfo Carrozino; e o diretor-presidente do Instituto de Previdência do Estado do RS (IPE Prev), José Guilherme Kliemann.
O evento foi promovido pela Central Pública do Servidor; Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), pela Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Impostos Municipais (Fenafim).
Assista a íntegra do seminário. Link
CARTA DE PORTO ALEGRE
CONSIDERANDO que a Emenda Constitucional 103 (EC 103/19), de 12 de novembro de 2019, promoveu uma ampla reforma nos Regimes Previdenciários dos trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público, alterando diversos dispositivos da Constituição Federal e penalizando os trabalhadores com maiores exigências de idade mínima, tempo de contribuição, entre outras variáveis de maior gravame, inseridas no texto da Carta Magna;
CONSIDERANDO que a EC 103/19, que aprovou a Reforma da Previdência, determinou a possibilidade de serem instituídas contribuições extraordinárias confiscatórias, incidindo sobre remunerações, proventos e pensões de servidores públicos na forma no artigo 149, §§ 1-A, 1-B e 1-C, da Constituição Federal*;
CONSIDERANDO que a Reforma da Previdência supramencionada revogou todas as regras de transição das Emendas Constitucionais 20/98, 41/03 e 47/05;
CONSIDERANDO a incompleta regulamentação da Emenda Constitucional que aprovou a Reforma da Previdência e os seus violentos impactos autoaplicáveis aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) dos entes federados;
CONSIDERANDO a compulsoriedade da instituição do Regime de Previdência Complementar (RPC) para os servidores vinculados aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) nos entes federados;
CONSIDERANDO a transformação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em unidade gestora do RPPS da administração indireta da União;
CONSIDERANDO a tramitação de Projeto de Lei Complementar 189/21 estendendo essa competência do INSS, abrangendo todos os servidores ocupantes de cargos efetivos da União;
Os participantes e entidades organizadoras do seminário RPPS – Desafios e Perspectivas, realizado em 13 de julho de 2023, na Câmara Municipal de Porto Alegre (RS), vêm a público, conclamar entidades representativas de trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público, juntamente com os governantes e parlamentares federais, estaduais, municipais e distritais a atuarem decisivamente em defesa de:
a) Reduzir gradativamente a incidência de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões,
b) Recuperar o disposto no §21 do artigo 40 da Constituição Federal, aplicando o benefício da dupla isenção previdenciária aos aposentados portadores de doenças graves;
c) Extinguir a possibilidade de instituição de contribuições mencionadas no artigo 149, §§ 1-A, 1-B e 1-C, da Constituição Federal;
d) Pugnar pela manutenção do Regime de Previdência Complementar dos servidores públicos no âmbito de Entidades Fechadas, revertendo sua perversa privatização e controle pelo mercado financeiro;
e) Revisar o Decreto nº 10.620/2021 e manter as competências de concessão e da manutenção de aposentadorias e pensões do RPPS da administração indireta da União, pelo órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal (SIPEC), ou criar um órgão específico com essa abrangência e competência;
f) Constituir Conselho Gestor Nacional dos Regimes Próprios de Previdência Social, atuando de forma integrada com o Conselho Nacional dos Regimes Próprios de Previdência Social, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Secretaria de Regime Próprio e Complementar (SRPC) do Ministério da Previdência Social (MPS), com a competência de assessorar os RPPS dos entes federados nas suas atividades.
g) Que a inobservância aos critérios e normas de publicidade e transparência no âmbito dos Regimes Próprios de Previdência, bem como as tentativas de cerceamento da participação popular e do legítimo exercício da representação dos segurados nas unidades gestoras sejam rigorosamente combatidas e punidas nos termos da lei.
h) Destinar, através de emenda constitucional, recursos de outras fontes de financiamento para sustentabilidade dos (RPPS).
i) Desconsiderar do cálculo do déficit atuarial os passivos decorrentes de períodos onde não havia contribuição previdenciária instituída, tais como pensões, benefícios de aposentadoria e as futuras pensões decorrentes desses.
Porto Alegre, 13 de julho de 2023
Foto: Sindifisco-RS
Pública participa da instalação da MNNP dos servidores públicos federais
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- Publicado em Quarta, 12 Julho 2023 12:31

Mais uma importante conquista desde a reabertura da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), que oficialmente aconteceu em 07/02/2023, foi consolidada nesta terça-feira (11/07) com a instalação deste fórum que reúne os servidores públicos federais. A Pública Central do Servidor, presente desde as reuniões preparatórias, atualmente é representada por Paulo Menezes (ATENS).
Relembrando a trajetória da MNNP, o governo federal apresentou, na primeira rodada de negociações em 16/02, proposta de reajuste 7,8% a partir de março para pagar em junho, além do reajuste de 43,6% do auxílio-alimentação. Em seguida, 28/02, as entidades representativas de servidores públicos federais apresentaram contrapropostas, incluindo estudos de viabilidade orçamentários. Enfim, em 10/03, após muitos debates na terceira rodada de negociações, foi consensuado, entre o governo e entidades, o aumento de 9,0% para maio, com pagamento a partir de junho.
A MNNP
A Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) foi instituída originalmente, em 2003, na primeira gestão do governo Lula, tendo sido interrompida em 2016. Ao longo desses 14 anos em que este instrumento de participação democrática foi amplamente utilizado pelos governos Lula e Dilma, foram realizados 175 Termos de Acordos, que beneficiaram cerca de 1,2 milhão de servidores públicos federais ativos, aposentados e pensionistas.
Com a reabertura da mesa, em janeiro deste ano, o governo retomou o diálogo com os servidores públicos e voltou a liderar a construção de canais participativos, reconhecendo a valorização das relações do trabalho como pressuposto para a democratização do Estado.
Na terça-feira, compuseram a mesa de trabalho a ministra de Estado da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; o ministro da Educação, Camilo Santana; a ministra da Saúde, Nísia Lima Trindade; o secretário de Gestão de Pessoas e de Relações de Trabalho, José Lopez Feijó; o secretário-geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, além dos representantes das centrais sindicais: Pedro Armengol, Viviane Peres e Rudinei Marques.
Antes da assinatura do protocolo de instalação da MNN, em suas falas, eles enalteceram o momento histórico que busca recuperar a perda dos avanços que foram iniciados no primeiro mandato do presidente Lula. Em seguida, no anexo do Ministério da Saúde, foi realizada a primeira reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente com a presença dos representantes das entidades representativas dos servidores públicos federais.
Fonte: Comunicação/Cal/Pública/2023
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