Jairo Jorge afirma que o Estado carece de soluções inovadoras
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- Publicado em Terça, 17 Julho 2018 15:11
Dando prosseguimento ao conhecimento das propostas dos pré-candidatos ao governo do Estado, a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) também recebeu, nesta segunda-feira (16/7), o pré-candidato do PDT, Jairo Jorge. O colegiado procurou conhecer as ideias do pedetista em relação aos servidores públicos, à previdência social e ao IPERGS. Até o final de julho, a UG pretende ouvir todos os pré-candidatos.
O pré-candidato do PDT iniciou sua conversa falando sobre o crescimento dos gastos no Rio Grande do Sul. “A nossa despesa cresceu comparativamente mais em relação aos outros Estados”, comentou. Segundo Jorge, a crise estadual é real, mas não é insolucionável.
Conforme o pedetista, a crise do Estado pode ser ligada a sete problemas estruturais: estagnação econômica; fuga de cérebros; Estado burocrático; perda de excelência; déficit de infraestrutura; desigualdades regionais; e paradigma de conflito. Para resolver esses problemas, Jorge afirmou que o governo precisa buscar soluções inovadoras e, baseado nisso, apresentou cinco ideias para ajudar o RS à crescer.
Em relação ao crescimento econômico, o pedetista comentou sobre a desburocratização e a redução da carga tributária. “Quando fui prefeito de Canoas, reduzimos a alíquota e a Receita dobrou”, disse Jorge. Segundo o pré-candidato, o Estado precisa tornar-se um celeiro de inovação. “O governo deve ser mais leve, mais resolutivo e mais eficiente, onde o cidadão esteja em primeiro lugar”, comentou.
Para o pedetista, o diálogo e respeito aos servidores públicos é essencial. “Se nós queremos fazer o Estado crescer e buscar novos caminhos, precisamos ter uma capacidade efetiva de valorização dos nossos servidores, e não existe valorização sem diálogo”, afirmou. O pré-candidato também propôs uma Lei de Responsabilidade Geracional, criando um ciclo de 21 anos com metas, ações e indicadores nas áreas de educação, saúde e segurança.
A educação também foi um dos temas abordados pelo ex-prefeito de Canoas. Segundo ele, a escola de tempo integral, pedagogia da inovação, tecnologia na aprendizagem e formação de novos professores são temas importantes que devem ser debatidos. Para finalizar, o pré-candidato se mostrou favorável a recuperação de perdas decorrentes da Lei Kandir e sugeriu que o Estado busque uma negociação com o Governo Federal para um fundo garantidor.
Texto e Foto: Letícia Breda
Heinze diz que o Estado precisa de desenvolvimento econômico para crescer
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- Publicado em Terça, 17 Julho 2018 15:05
O colegiado da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) recebeu nesta segunda-feira (16/7) o pré-candidato do PP ao governo do Estado, Luis Carlos Heinze. A iniciativa faz parte de um plano da entidade de receber todos os pré-candidatos ao governo estadual para apresentarem suas propostas em relação aos servidores públicos, à previdência social e ao IPERGS. O presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), Paulo Olympio, participou do encontro.
Para iniciar o debate, o pré-candidato progressista falou sobre a crise estadual. Segundo Heinze, é de suma importância trazer de volta as empresas que saíram do Rio Grande do Sul por conta da crise econômica. “Temos dificuldades de investimento para o Estado crescer e essa é uma preocupação nossa”, comentou. O progressista ainda afirmou que vem traçando planos com entidades empresariais como a Federasul – Federação de Entidades Empresariais do RS – para atrair empresários dispostos a investir no Estado.
Ainda na linha da economia, o pré-candidato compartilhou suas ideias para o crescimento na área da agricultura. “O Rio Grande que eu quero envolve inovação”, disse Heinze. Para ele, a agricultura é um dos fatores essenciais para o desenvolvimento econômico.
Em relação à Lei Kandir, Heinze se mostrou favorável à recuperação de perdas decorrentes da lei. Conforme o pré-candidato, o governo precisa reaver as perdas que as crises nacionais e estaduais trouxeram. “Se eu sei que não tenho todo o dinheiro, tenho que achar um jeito de priorizar o que vou pagar primeiro”, analisou. Além disso, o progressista ainda comentou que os incentivos fiscais devem ser dados desde que gerem um número grande de empregos. “A nossa mão de obra é melhor que a mão de obra do Nordeste, mas o setores calçadistas foram atraídos para lá por causa dos incentivos fiscais”, ressaltou.
Para finalizar, Heinze confirmou que tem o compromisso de pagar o funcionalismo público em dia. “O dinheiro que precisa ser gasto, deve ser gasto. Aonde tiver que economizar, vai ser economizado. Precisamos que sobre dinheiro para aquilo que precisa ser gasto”, concluiu.
Texto e Foto: Letícia Breda
Rendimento do Fundo Prev tem queda devido ao cenário econômico
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- Publicado em Sexta, 13 Julho 2018 17:40

Com o cenário econômico desfavorável no país no mês de maio, devido à greve dos caminhoneiros e à manutenção da taxa Selic em 6,5 ao ano, contrariando as previsões do mercado, os Fundos Previdenciários do Instituto de Previdência do Estado (IPE) não atingiram o rendimento esperado para o mês. Conforme o relatório apresentado pela diretoria de investimentos e benefícios da previdência aos membros do Conselho Deliberativo do IPE na tarde de quarta-feira (11/7), atualmente os fundos civil e militar dos servidores estaduais somam mais de R$ 1,5 bilhão em recursos. Desses, mais de R$ 200 milhões são rendimentos acumulados desde a sua formação. Os fundos foram criados para lastrear a aposentadoria dos servidores públicos estaduais que ingressaram no Estado depois de 2011.
De acordo com os dados apresentados ao colegiado, cerca de 86% das aplicações dos fundos previdenciários são em títulos de renda fixa e 13,6% em renda variável. Segundo o diretor de investimentos e benefícios da previdência, Ari Lovera, a receita mensal do Fundo Prev é de R$ 25 milhões em contribuições oriundas dos segurados e do ente estatal. Lovera ressaltou que os valores recebidos mensalmente são imediatamente aplicados no CDI e, decidido o direcionamento das aplicações, são repassados aos bancos públicos, com base nas decisões do comitê de investimentos."Por dispositivo legal, os recursos dos fundos civil e militar devem ser – e são – em bancos públicos", disse o presidente do Conselho Deliberativo do IPE e vice-presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), Luis Fernando Alves da Silva.

Durante a reunião, os conselheiros também procuraram tirar suas dúvidas em relação aos investimentos no projeto de reforma do Cais Mauá. Segundo a diretoria de investimentos, a parcela destinada à obra corresponde a menos de 1% das aplicações do fundo e os responsáveis pelos fundos mantêm vigilância em relação aos desdobramentos da revitalização A estratégia é manter a fiscalização das obras e prudência no que diz respeito à liquidação ou não das cotas. Outro investimento questionado foi a participação em um hotel localizado no Rio de Janeiro. Foi informado que a obra está na fase final da construção e já vem rendendo frutos, pois o hotel já vem operando parcialmente.
Para o segundo semestre, a diretoria espera retomada no crescimento dos fundos. "No mês de maio, os fundos previdenciários estiveram em baixa. Espera-se que, a partir de julho, os rendimentos devam ser maiores", disse Lovera. Segundo Alves, o encontro foi bastante relevante para o conselho. "Esse tipo de interlocução com a diretoria de investimentos é muito produtiva e serve para qualificar as discussões sobre a previdência dos servidores e preparar o colegiado para exercer o seu papel de fiscalização", disse.
Texto e fotos: Leticia Szczesny
PL de reposição salarial do judiciário recebe como relator o deputado líder do governo
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- Publicado em Quinta, 12 Julho 2018 15:28

A Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa (AL) realizou nesta quinta-feira (12/7) a sua última sessão ordinária antes do recesso parlamentar, que ocorre do dia 17 a 31 de agosto. Na oportunidade, foram distribuídos para relatoria os projetos de lei (PLs) de reposição salarial do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Tribunal de Contas. O presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), Paulo Olympio, esteve presente na sessão.
O PL 218/2017, que dispõe sobre a recomposição salarial de 5,58% para os servidores do Judiciário, recebeu como relator o deputado Gabriel Souza (MDB), que pediu preferência pela matéria. O deputado também recebeu, pela grade de distribuição, o PL 8/2018, que dispõe sobre o mesmo percentual de reposição para os servidores do Ministério Público. Já o PL 13/2018, referente aos servidores da Defensoria Pública, recebeu como relator o deputado Juvir Costella (MDB), e o PL 317/2017, do Tribunal de Contas, ficou com o deputado Frederico Antunes (PP).
Segundo Olympio, essa distribuição pode atrasar o andamento regimental dos projetos dentro da Casa Legislativa. “Precisamos manter a unidade e mobilização para pressionar os deputados. Não podemos permitir que arrastem um direito dos servidores para depois das eleições em outubro”, disse o presidente da ASJ.
Agora, as matérias aguardam pelos relatórios dos respectivos relatores – o prazo legal para entrega é de até 15 dias após o recesso.

Texto e Foto: Letícia Breda

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