União Gaúcha recebe o candidato a deputado federal Henrique Fontana

Com o objetivo de receber os candidatos a deputado estadual e federal do Estado para debater suas propostas em prol da previdência social e do serviço público, a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) recebeu nesta segunda-feira (20/8) o candidato a deputado federal Henrique Fontana (PT). Fontana é formado em administração e medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi líder dos governos Lula e Dilma na Câmara de Deputados, está no seu quinto mandato consecutivo e busca a reeleição. O presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), Paulo Olympio, e o secretário-geral da ASJ, Paulo Chiamenti, participaram do encontro. 

O petista criticou as privatizações e defendeu que a previdência e o sistema de saúde devem ser públicos e dignos. “Nós precisamos ter a concepção de que a previdência deve ser pública”, disse. Sobre a divisão do Instituto de Previdência do Estado em IPE-Prev e IPE-Saúde, o deputado comentou que enxerga essa separação de forma “saudável”, mas criticou a postura da autarquia em relação ao ingresso de novos segurados. “O IPE não deve se abrir para novas categorias, pois entendo que ele é para os servidores públicos do Estado e dos municípios”, afirmou. 

O candidato também precisou responder às sabatinas apontadas por integrantes da UG. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas do RS (Sinapers), Kátia Terraciano Moraes, compartilhou que os servidores públicos estão desmotivados com a política. “A gente ouve propostas, mas sentimos uma desmotivação das pessoas em relação aos políticos num geral”, frisou. Para Fontana, esse quadro é preocupante. “O caminho é buscar uma democracia onde o sistema econômico não possa capturá-la. Precisamos participar ativamente da política”, concluiu.

 

Texto e Foto: Letícia Breda 

PLs de reposição salarial das categorias são redistribuídos na AL

Os Projetos de Leis (PLs) de reposição salarial do Judiciário, da Defensoria Pública, o Ministério Público e do Tribunal de Contas foram redistribuídos para novos relatores nesta quinta-feira (16/8) na Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa (AL). Com a redistribuição, os projetos recebem os seguintes relatores: Poder Judiciário (PL 218/2017), deputado Tarcísio Zimmermann (PT); Ministério Público (PL 08/2018), deputado Luís Augusto Lara (PTB); Defensoria Pública (PL 13/2018), deputada Silvana Covatti (PP); Tribunal de Contas do Estado (317/2017), deputado Marcelo Moraes (PTB).

O objetivo das entidades é viabilizar estratégias e conquistar o apoio dos parlamentares em prol das deliberações das matérias.

Data-base

Nesta quinta-feira (16/8), o PL 200/2014, que institui a data-base para reajuste anual da remuneração dos servidores do Poder Judiciário, recebeu a relatoria do deputado Luiz Fernando Mainardi (PT). Segundo o presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), Paulo Olympio, que esteve presente na AL, está sendo feito um esforço para que todos os projetos possam ser votados pela comissão na próxima semana.

 

Texto e Foto: Letícia Breda

União Gaúcha recebe o pré-candidato Vilson Romero

Com o objetivo de ouvir as propostas dos pré-candidatos ao governo do Estado, Câmara de Deputados e Assembleia Legislativa, a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) recebeu nesta segunda-feira (13/8) o pré-candidato a deputado federal, Vilson Romero (PDT). Natural de Porto Alegre, Romero é jornalista, administrador público e ex-presidente da ANFIP — Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil. O presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), Paulo Olympio, e o secretário-geral da ASJ, Paulo Chiamenti, participaram do encontro. 

Romero elogiou o trabalho realizado pela UG. Segundo ele, a defesa da previdência social é fundamental e a união entre diversas categorias do funcionalismo público fortalece as lutas em comum. “Nossa bandeira é específica: defesa da previdência”, ressaltou. 

O pedetista também enfatizou o trabalho positivo realizado por entidades como CNSP e MOSAP, que atuam ativamente em Brasília. Para o pré-candidato, o serviço público necessita de valorização. “Como se busca a qualidade do serviço público? Com recursos e servidores valorizados”, disse. 

Reforma da Previdência foi um tema criticado por Romero. Ele admite que uma reforma é necessária, mas reforça que o texto atual da matéria não representa a maioria da população. “Nós temos a responsabilidade de garantir a dignidade da aposentadoria”, finalizou. 

Texto e Foto: Letícia Breda

Apreciação da ADI 3538 é adiada no STF

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3538, movida pelo Governo Rigotto para questionar a reposição salarial concedida aos servidores do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, por meio da Lei n° 12.299/2005 (3% a partir de 01/03/2005 e 5,53% a partir de 01/08/2005), não foi julgada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (9/8). A votação não ocorreu por conta do Recurso Extraordinário (RE) 494601, no qual se discute a validade de lei do RS que trata do sacrifício de animais em ritos das religiões de matriz africana, que entrou em discussão e se prolongou por mais de duas horas. O presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), Paulo Olympio, e o advogado José Vecchio Filho estiveram em Brasília para acompanhar o julgamento da referida ação.

O ADI 3538 tem como relator o ministro Gilmar Mendes e possui o objetivo de definir as seguintes procedências: saber se a norma impugnada versa sobre matéria de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo; se concede reajuste de vencimentos apenas para os servidores do Poder Judiciário sem previsão orçamentária; e se ofende o princípio da isonomia.

Sem o julgamento, o processo precisará ser pautado novamente pela presidente do STF, ministra Carmen Lúcia.

 

Texto: Letícia Breda
Foto: Rosinei Coutinho/STF

Informações Adicionais