Reforma da Previdência gera debates na União Gaúcha
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- Publicado em Quarta, 13 Dezembro 2017 18:55
Na última reunião ordinária do ano da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG), realizada nesta segunda-feira (11/12), os conselheiros se reuniram para discutir a Reforma da Previdência. Segundo os relatos, o governo nacional diz que a reforma está desidratada, mas, para o colegiado, ela segue com a mesma quebra de direitos que já havia no projeto anterior. O presidente da Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ), Paulo Olympio, o vice-presidente da ASJ, Luís Fernando Alves da Silva, e o secretário-geral, Paulo Chiamenti, participaram do encontro.
Uma das deliberações dos conselheiros foi a elaboração de uma carta aberta com o título “Reforma da Previdência: novo texto mantém as maldades do texto original”, que deve ser entregue aos deputados federais gaúchos. O objetivo é garantir a atenção dos deputados e mostrar que as entidades não estão de acordo com nenhum dos textos. A carta contém 13 pontos principais que apresentam o motivo de contrariedade da reforma para os deputados.
Projeto de Reestruturação do IPE
Nesta segunda-feira, os conselheiros também voltaram a debater os Projetos de Leis (PLs) 206 e 207 de 2017, que tratam da criação e reestruturação do IPE-Prev, e os PLs 211, 212 e 213, ambos de 2017, que dispõe da criação e reestruturação do IPE-Saúde. A observação das entidades é que o governo do Estado deve votar os projetos nas Sessões Extraordinárias de final de ano da Assembleia Legislativa (AL). As entidades pretendem, ainda, analisar as mensagens retificativas do governo para verificar as alterações nos Projetos de Leis.
Os grupos de trabalhos divididos entre o colegiado seguem com as articulações para barrar ou diminuir os impactos dos PLs. Na última semana foi entregue aos deputados um documento que ressalvou as contrariedades dos Projetos de Reestruturação e apresentou o anteprojeto do Conselho Deliberativo. Para a UG, esse ato foi de extrema importância para mostrar firmemente a posição das entidades.
Além disso, ao final do encontro, os conselheiros se reuniram para confraternizar e lembrar das amizades feitas durante as sessões ordinárias da União Gaúcha. Segundo a agenda da UG, o colegiado deve voltar a se encontrar em fevereiro, mas isso não inibe a possibilidade de reuniões extraordinárias serem convocadas.

Texto e Foto: Letícia Breda
Plenárias debatem Projetos de Reestruturação do IPE
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- Publicado em Sexta, 08 Dezembro 2017 17:10
Com o intuito de discutir meticulosamente as precariedades dos Projetos de Reestruturação do Instituto de Previdência do Estado (IPE), o CPERS vem organizando plenárias para debater a questão com os educadores. A plenária desta quarta-feira (6/12) aconteceu em Porto Alegre e reuniu diversos núcleos da categoria. O auditório, que lotou com a presença dos professores, também contou com a presença do presidente do Conselho Deliberativo do IPE e vice-presidente da Associação dos Servidores da Justiça (ASJ), Luís Fernando Alves da Silva, e do vice-presidente do Sindicato dos Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas (Ceape/TCE), Ricardo Freitas, representando a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG).
A plenária iniciou com os servidores indagando que o IPE é um patrimônio dos funcionários públicos. Para o CPERS, a luta que vai proteger o Instituto está apenas começando, e essa é a hora das categorias se unirem em prol do mesmo objetivo. Os servidores reconhecem as precariedades do sistema nos atendimentos do Interior, mas afirmam que não é correndo o risco de privatizar a autarquia que será combatido esse problema.
Segundo Silva, o Conselho Deliberativo vem se debruçando há muito tempo sobre a falta de qualidade nos serviços do IPE. E é essa preocupação que motivou o estudo e criação, em 2015, do anteprojeto do Conselho que prevê as mudanças necessárias no Instituto. Porém, tal proposta jamais recebeu a atenção do governo e segue parado na Casa Civil desde o ano da sua criação. “Há muito tempo a gente vem travando batalhas tanto na área da previdência quanto da saúde”, complementou.
O presidente também comentou que, no início da gestão, o diretor-presidente do IPE, Otomar Vivian, informou que não tinha o conhecimento do anteprojeto do Conselho e que iria se atualizar dessa demanda. No entanto, em agosto deste ano, o Projeto de Reestruturação foi apresentado para a mídia e população por meio de uma coletiva de imprensa. Silva critica que os projetos foram construídos de forma unilateral, sem passar pelo aval dos conselheiros, e afirma que essa atitude impõe o risco de a autarquia sofrer com uma gestão autocrática. Uma das preocupações é a intenção do governo de acabar com a representação do Conselho Deliberativo. “Querem silenciar o Conselho. Qual é o comprometimento com o sistema?”, questionou Silva.
A audiência pública, realizada no dia 1º de novembro deste ano, foi lembrada por Silva. Ele destacou que a articulação teve a intenção de estabelecer o debate inicialmente negado pelo governo. O que, na visão dos presentes, é extremamente necessário para o sistema democrático do país. A audiência reuniu o diretor-presidente do IPE, deputados estaduais, entidades de classe e servidores públicos do Estado, o que acabou engajando parte da população a favor da causa. “Nós somos os segurados do Instituto e queremos, sim, o fortalecimento do IPE. É por esse motivo que estamos trabalhando diuturnamente nas mudanças necessárias”, disse Silva. Ao final, ele ainda ressaltou que a autarquia é do servidor público e, assim, deve continuar sendo.
O vice-presidente do Ceape/TCE, Ricardo Freitas, lembrou aos educadores presentes sobre a importância de o Conselho Deliberativo ser gerido pelos servidores. “O que precisamos nos perguntar é: quem vai mandar no IPE?”, disparou Freitas. Segundo o representante da União Gaúcha, no que depender da UG, do Conselho Deliberativo e demais categorias, os projetos não vão passar. Freitas reforçou dizendo que a luta para combater esse ataque ao funcionalismo público não pode parar.
As plenárias vêm sendo realizadas há alguns dias pelo CPERS. O sindicato já passou pelas cidades de São Luiz Gonzaga, Três de Maio, Passo Fundo e Porto Alegre. As próximas cidades, segundo a agenda da categoria, são Bento Gonçalves, Alegrete e Cachoeira do Sul.
Texto e Foto: Letícia Breda
Entidades entregam documento de contrariedade aos projetos do IPE
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- Publicado em Quarta, 06 Dezembro 2017 12:59

Deputado Vilmar Zanchin (PMDB)
As entidades do funcionalismo público entregaram nesta terça-feira (5/12) documento que apresenta as contrariedades dos Projetos de Reestruturação do Instituto de Previdência do Estado (IPE). O documento foi redigido pelos representantes nos encontros realizados entre a Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público e o Movimento Unificado dos Servidores (MUS), e recebido pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa (ALRS).
Além dos pontos de contrariedades que os Projetos de Leis (PLs) 206, 207, 211, 212 e 213, todos de 2017, apresentam, também foi entregue cópia do anteprojeto de reestruturação avaliado e aprovado pelo Conselho Deliberativo do IPE, em 2015. Tal projeto foi encaminhado à Casa Civil no mesmo ano, porém, não recebeu a devida atenção do governo, segundo a entidade.
O objetivo das entidades é mostrar aos deputados que os servidores estão dispostos a dialogar, mas cabe à Casa Legislativa concordar com esse debate que foi inicialmente negado pelo governo. Segundo a ASJ, a discussão precisa ser feita e as entidades estão prontas para sugerir suas propostas de alteração.

Deputado líder do governo Gabriel Souza (PMDB)

Deputado Tarcísio Zimmermann (PT)

Deputado Frederico Antunes (PP)
Texto e Foto: Letícia Breda
União gaúcha retoma discussões sobre os projetos de divisão do IPE
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- Publicado em Terça, 05 Dezembro 2017 17:17
Em reunião realizada nesta segunda-feira (4/12) o colegiado da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) retomou as discussões sobre os Projetos de Leis (PLs) de reestruturação do Instituto de Previdência do Estado (IPERGS). A pauta focou no debate dos PLs 206 e 207 de 2017, que preveem a reestruturação do IPE-Prev e a criação do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), e dos PLs 211, 212 e 213 de 2017, que tratam da criação e reestruturação do IPE-Saúde. O objetivo é alinhar as opiniões para que as construções de emendas aos projetos sejam eficazes.
Na reunião do dia 23 de outubro, o conselho deliberou os grupos de trabalhos responsáveis pelo estudo do IPE-Prev e IPE-Saúde. O grupo da previdência conta com o auxílio do presidente da Associação dos Servidores da Justiça (ASJ), Paulo Olympio, e o da saúde conta com o vice-presidente da ASJ, Luís Fernando Alves da Silva. Ambos os grupos estão debruçados sobre os PLs e estudam meticulosamente as contrariedades que eles apresentam. Um dos pontos positivos desses encontros vem sendo a clareza em argumentos que os representantes trazem para os debates dos projetos.
Na visão da UG, os encontros realizados pela Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público também devem ser prestigiados. Diversas entidades do funcionalismo público vêm se reunindo semanalmente para defender os direitos dos servidores, o que auxilia na adesão dos funcionários públicos contra os PLs impostos de forma unilateral pelo governo. A maior preocupação das entidades segue sendo a criação de uma gestão autocrática no Instituto, e a ideia no momento é sensibilizar os deputados estaduais.
Além disso, os conselheiros também repudiaram a venda dos imóveis do IPE e reafirmaram a posição de manter os imóveis pelo Fundo de Assistência à Saúde (FAS).
Texto e Foto: Letícia Breda

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