Sistema previdenciário é pauta de reunião com governador do RS

Representantes de diversas entidades ligadas à União Gaúcha em Defesa da Previdência Social estiveram reunidas na tarde desta quarta-feira (16/10), no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre, para debater com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o projeto que será encaminhado à Assembleia Legislativa, alterando de forma significativa a estrutura administrativa do funcionalismo público. Na oportunidade, esteve presente o presidente da Associação dos Servidores da Justiça (ASJ), Paulo Olympio, que ressaltou as dificuldades que os servidores irão enfrentar com a adesão do pacote de medidas.

Durante o encontro com as entidades, Leite apresentou dados que buscam comprovar a necessidade de realizar cortes em diferentes setores do Estado, a fim de minimizar o cenário de crise fiscal do RS. Quanto ao funcionalismo, as principais alterações se referem às gratificações, plano de carreira do magistério e previdência (nos itens idade, alíquotas e tempo de serviço). Para o governador, o maior desafio é fazer o Estado voltar a crescer para que tenhamos mais investimentos, renda e emprego. “Não tenho expectativa de que cheguemos a um consenso, mas queremos ouvir o que vocês pensam para que possamos fazer eventuais ajustes", afirmou.

 

Como último inscrito a falar, o presidente da ASJ questionou sobre o Ipe-Saúde e sua reestruturação de pessoal. Leite disse não haver nenhuma discussão sobre o tema no momento e concordou que haja uma visita da secretária de Planejamento, Leany Lemos, na sede da União Gaúcha para uma reunião a fim de ouvir sobre as dificuldades que as entidades encontram no dia a dia.

 

A reunião contou com a participação do vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, do secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, do chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, da procuradora Ana Topor, bem como, do presidente da União Gaúcha, Des. Carlos Martinewski e demais presidentes e representantes de diferentes entidades.

Texto e foto: Stephany Franco

Servidores do Judiciário mantêm firme movimento reivindicatório

O terceiro grande ato público e assembleia geral dos servidores do Judiciário mobilizou cerca de duas mil pessoas na tarde chuvosa desta terça-feira (15), em Porto Alegre. Os manifestantes realizaram uma caminhada do Foro Central -  ocupando uma pista inteira da avenida Borges de Medeiros -  até a Assembleia Legislativa. O protesto foi mais uma tentativa – vitoriosa - de barrar a votação do PL 93/17 que extingue o cargo de oficial escrevente e deliberar o rumo do movimento paredista. 

Ainda pela manhã, a pressão dos trabalhadores de comarcas de todo o Rio Grande do Sul fez com que o PL 93 fosse retirado da pauta de votação da sessão plenária. Os líderes das entidades sindicais e associativas também informaram aos servidores da justiça sobre as negociações com o presidente do Tribunal de Justiça do RS (TJRS), Carlos Eduardo Zietlow Duro, e abriram espaço de fala para os manifestantes expressarem suas indignações com o descaso que a categoria vem sofrendo.

O presidente da associação dos servidores da Justiça (ASJ), Paulo Olympio, e o tesoureiro geral, Paulo Chiamenti, a diretoria, o ex-deputado do PSOL, Pedro Ruas, e os integrantes do CPERS Sindicato também participaram de todas as atividades do ato público.

Na parte da tarde, os dirigentes sindicais deram início à assembleia geral, na praça da Matriz. Por unanimidade, deliberaram pela manutenção do movimento paredista que já completa seu 22º dia.

Texto e foto: Bruna Oliveira

Equívoco nas contas da Previdência Social gera debates na UG

 

O equívoco nas contas da Previdência Social e o pacote do governo Leite, foram os temas principais da reunião semanal da União Gaúcha em defesa da previdência social e pública (UG). 

Filipe Leiria, vice-presidente do CEAPE Sindicato, relatou os assuntos principais, esclarecendo aos membros da mesa que o governo do Estado se contradiz, pois, há um equívoco nos dados técnicos que não condiz com a realidade. E isso pode deturpar o parecer dos deputados, quando for para a Assembleia Legislativa. 

Uma nota técnica em nome da União Gaúcha, foi elaborada para questionar publicamente o governo Leite, sobre a contradição nos cálculos. Diante dos erros e impropriedades constantes, a UG solicitará a memória dos cálculos técnicos, mediante a lei de acesso à informação. Ainda foi decidido, estabelecer um diálogo com as entidades e expor à população gaúcha os graves erros das contas. 

 “Governador está cobrando de nós, dos trabalhadores, dos servidores públicos. Está tirando da nossa mesa. Agora é momento da UG investir em espaço na mídia e em palavras compreensíveis para conscientizar o povo sobre esses dados mentirosos”, pontuou Celso Malhani de Souza, vice-presidente do Sindifisco. 

Também neste encontro, a UG recebeu a visita da assessoria de imprensa do senador Paulo Paim, que fez um convite à UG para participar do evento que acontecerá do dia 31/10, às 17h30, no Dante Barone da ALRS, denominado Ato em Defesa da Constituição de 1988 e Democracia. 

Cláudio Luís Martinewski, presidente da UG, realizou uma breve atualização sobre a ação civil pública do Ministério Público (MP), que trata dos imóveis do IPE-Saúde e dissertou sobre o Pacote do governo Leite, abrindo espaço para um debate geral.

O presidente da Associação dos Servidores da Justiça (ASJ), Paulo Olympio, integrou a mesa de debates, ao lado do vice-presidente, Luís Fernando Alves da Silva e do tesoureiro geral, Paulo Chiamenti.   

 

 

Texto e foto: Bruna Oliveira

Entidades reúnem-se com o presidente da OAB

Dirigentes de entidades representativas dos servidores da Justiça estiveram reunidos, na manhã desta sexta-feira (11/10), com o presidente da OAB, Ricardo Breier, para tratar das pautas do movimento paredista e da situação da prestação jurisdicional nas comarcas. Na ocasião, Breier pontuou que levará os apontamentos dos servidores para debate interno na Ordem para avaliação de posição. Também participaram representantes do Sindjus e Abojeris.

Segundo o presidente da ASJ, Paulo Olympio, há muitas questões em jogo neste momento que impactam diretamente na vida dos servidores do Judiciário. Uma delas é o PL 93/2017, que trata da extinção do cargo de oficial escrevente e coloca em desigualdade duas categorias de servidores com as mesmas atribuições. “Os servidores não querem estar na praça, querem estar trabalhando. Mas irão ficar porque não se sentem seguros”, ponderou. A situação agrava-se pela indecisão referente ao projeto de lei da recomposição, que tramita sem solução na Assembleia Legislativa há dois anos. Cenário que ficou ainda mais nebuloso após a posição do Supremo Tribunal Federal sobre nas ADIs, o que pode impactar em reposições já concedidas. A preocupação dos servidores também é com relação ao encaminhamento que o Tribunal de Justiça dará quanto ao corte de ponto, uma vez que os servidores já se encontram  em situação difícil com salários congelados há anos.

Crédito: Carolina Jardine

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