Especial Dia da Mulher
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- Publicado em Sexta, 07 Março 2014 00:00

Servidoras estendem a mão à comunidade Elas não são alvo direto de maus tratos, mas são, diariamente, impactadas pela violência contra a mulher. Do lado de dentro
Elas não são alvo direto de maus tratos, mas são, diariamente, impactadas pela violência contra a mulher. Do lado de dentro do balcão da Vara da Violência Doméstica e Familiar, no Fórum Central de Porto Alegre, servidoras acompanham o drama de centenas de mulheres todos os meses. Agredidas pela covardia de homens que julgam-se superiores, essas vítimas buscam ajuda, desistem e voltam tempos depois com novas marcas no corpo e na alma, mas sempre com a esperança de dias melhores. Meio psicólogas, meio mães, as servidoras do Poder Judiciário realizam um trabalho vocacionado sem perder o carinho e o olhar único que cada caso requer. Uma postura a ser enaltecida neste 8 de março, quando comemora-se o Dia Internacional da Mulher. "É preciso tratar cada caso como um caso para não banalizar a situação das vítimas. Não dá para pensar que amanhã elas voltam para os agressores e pronto. Há muitos fatores envolvidos que exigem qualificação das equipes de atendimento", clama a escrivã designada Melânia Balconi, mãe de duas jovens e vó de um bebê de alguns dias. Mas atender a essa demanda da sociedade não é fácil, garante a ex-professora e ex-agente penitenciária na Susep. "Muitas vezes, se vai para casa com a imagem dessas mulheres violentadas na cabeça. No último Natal, passei pensando em uma família ameaçada. Já recebi, inclusive, reprimendas das minhas filhas por causa disso", conta a escrivã. Consciente de que é preciso administrar esse sentimento para prosseguir, ela enfrenta o desafio de estar à frente do cartório com a convicção de que há um longo caminho pela frente. "Ainda temos muito a fazer. O assoberbamento de trabalho, a falta de estrutura e o déficit de oficiais de justiça afeta o resultado do trabalho. A estrutura nos inviabiliza de dizer que estamos com o dever cumprido", lamenta.
Diariamente, a Vara da Maria da Penha, como é habitualmente chamada, recebe em torno de 70 mulheres. A maioria chega com histórias parecidas. "Ele bebeu, se drogou e então bateu", reproduz a oficial escrevente e auxiliar de juiz Eliani Padilha de Oliveira. Para ela, o desafio de trabalhar com mulheres vítimas de violência é uma missão de vida assumida quando pediu para ser designada para a vara. "As pessoas querem ser ouvidas. A gente sofre junto, acompanha os casos, às vezes liga para as casas delas. Sinto estar fazendo a minha parte. " Mas a obstinação dessas guerreiras que enfrentam adversidades pelos direitos das mulheres ganha força com os exemplos de superação que surgem ao longo dos anos. A psicóloga, oficial escrevente e mediadora judicial Ivete Vargas conta o caso de um homem que ficou preso 21 dias em regime fechado por agredir a esposa. Na tentativa de promover a conscientização sobre os danos causados, foi encaminhado ao Grupo de Homens, Grupo Reflexivo de Gênero, coordenado por ela, uma espécie de fórum de debates similar ao realizado em apoio às vítimas. Passados alguns meses de sua participação no grupo, ele teve seus ensinamentos postos à prova quando viu um casal brigando na praia. Convicto, interveio e alertou o agressor sobre os riscos de seus atos. Ao contar sua história para um estranho, evitou um novo crime. "A gente não está aqui para julgar. É essa a semente que queremos plantar", salientou Melânia.
A violência contra a mulher geralmente está associada à convivência com um cônjuge ou familiar. Apesar de serem a maioria dos casos que chegam à Vara da Violência Doméstica e Familiar da Capital, as agressões físicas não são as únicas a serem enquadradas na Lei Maria da Penha. A escrivã pontua que ofensas verbais também configuram agressões e garante: o problema não está apenas nas classes sociais menos abastadas. Agressões físicas são registradas nas mais variadas faixas etárias e sociais e devem ser denunciadas e combatidas pelo poder público.

O que fazer:
- Se você é mulher e vítima de violência deve registrar ocorrência do fato em uma Delegacia de Polícia com base na lei Maria da Penha (11.340/2006);
- O fato será reportado à Vara da Violência Doméstica e Familiar e as partes serão chamadas para audiência;
- Dependendo do caso, o agressor pode ser afastado do convívio da vítima e até levado para detenção. Nos casos em que há envolvimento de álcool e drogas, os agressores podem ser encaminhados para tratamento de desintoxicação.
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IPERGS: Atuário defende meta de 6% para Plano Anual de Investimentos
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- Publicado em Quinta, 19 Dezembro 2013 17:38

No dia 16/12, a União Gaúcha realizou diversas atividades no seu encontro de encerramento dos trabalhos deste ano.
A reunião foi iniciada por importante palestra de Francisco Humberto Simões Magro, atuário que presta assessoria à União Gaúcha em questões previdenciárias. Em minucioso pronunciamento (veja foto acima), Magro assinalou diversos pontos ligados ao Plano Anual de Investimentos (PAI) e a elaboração da Meta Atuarial - taxa a ser perseguida nas aplicações do Ipergs.
Entre as diversas ideias defendidas pelo atuário, está a de que a taxa de aplicações de 6%, ao contrário do que prega o governo estadual, é perfeitamente viável para ser utilizada como Meta Atuarial. Nesse sentido, o profissional, por meio da apresentação de gráficos e tabelas, demonstrou na prática que, ao manter uma taxa de 4% de rendimentos, o Ipergs agrava e aumenta o deficit das reservas técnicas do PAI. Além disso, Magro também referiu que, a mudança de índices (de 4% para 6%), poderia fazer com que a contribuição previdenciária mensal dos servidores públicos estaduais voltasse aos patamares de 11% - atualmente, é cobrado do funcionalismo o índice de 13,25%.
INFORMATIVO DA UNIÃO GAÚCHA

Novos conselheiros da União Gaúcha no Ipergs são eleitos
Após a palestra do atuário, ocorreu a eleição dos novos representantes da União Gaúcha no Conselho Deliberativo do Ipergs. Conforme votação dos membros presentes, houve a seguinte definição: Luis Fernando Silva (ASJ) passa a ser o novo Conselheiro Titular - ele exercerá o cargo ao lado da já Conselheira Titular Kátia Terraciano Moraes (SINAPERS). Além dele, Carmem Pasquali (APROJUS) e Ives Lucas (AFOCEFE) foram eleitos os novos Conselheiros Suplentes.
Congraçamento
O encontro de 16/12, ocorrido na sede da Ajuris, foi finalizado com um almoço de confraternização.
Fonte: União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (www.uniaogaucha.org)
ASJ é contra a manifestação de Joaquim Barbosa
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- Publicado em Quinta, 19 Dezembro 2013 17:35

A ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO SUL (ASJ-RS) entende que o Presidente do Supremo Tribunal Federal não pode emitir um juízo de valor tão limitado sobre o Rio Grande do Sul quando conceituou como singelas as demandas judiciais que tramitam no Estado. Diz Paulo Olympio, Presidente da ASJ: “Não pode o mais alto magistrado desta Nação fazer um comentário desses em meio ao exame de uma questão em julgamento no CNJ. Mesmo sendo a jurisdição a matéria prima sobre a qual os magistrados trabalham, não se pode mensurar o mérito da produção dos juízes, subestimando a qualidade dos direitos colocados sob o manto da jurisdição, para, ao fim e ao cabo, buscar estabelecer regras de promoção de magistrados.”
Acrescenta, dizendo que “todas as demandas são iguais e igualmente importantes para o jurisdicionado, seja ele o cidadão ou a empresa, não havendo causa singela quando vinte e cinco por cento dos recursos que chegam aos Tribunais Superiores tem origem neste Estado, que lidera o encerramento do número de processos em quantidade e qualidade”.
Encerra o Presidente da ASJ dizendo que “bem andou a AJURIS quando manifestou a sua irresignação acerca da manifestação do Presidente do STF e do CNJ”.
Veja mais sobre esta matéria no site da AJURIS-RS: www.ajuris.org.br
Direção do Foro de POA edita OS sobre divulgação de participação em Cursos e Congressos
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- Publicado em Quinta, 12 Dezembro 2013 16:40

A Direção do Foro de Porto Alegre editou Ordem de Serviço – nº 14/2013-DF – dispondo sobre a divulgação das autorizações para participação de servidores em cursos, palestras, seminários, congressos, etc., bem como de publicações em periódicos, no âmbito da comarca da Capital.
Pela normativa, o Boletim da Direção do Foro, terá, mensalmente, a divulgação das licenças para participação nos eventos, cabendo ao servidor interessado informar sobre o conteúdo do evento ou publicação, de acordo com os critérios estabelecidos na Ordem de Serviço.
Veja, a seguir, o texto da Ordem de Serviço, encaminhado pela Direção do Foro, via intranet:
DIREÇÃO DO FORO/COMARCA DE PORTO ALEGRE/RS
ORDEM DE SERVIÇO nº 14/2013-DF
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Dispõe sobre a rotina para divulgação, no âmbito da Comarca de Porto Alegre, das autorizações para participação em cursos, palestras, seminários, simpósios, congressos, atividades sindicais, conselhos e afins, bem como, das publicações profissionais referentes à Área de atuação, editadas ou inseridas em periódicos. |
O Excelentíssimo Senhor Doutor CLÁUDIO LUÍS MARTINEWSKI, DD. Juiz de Direito Diretor do Foro, da Comarca da Capital, no uso das atribuições que lhe confere a Lei,
CONSIDERANDO que a Direção do Foro tem como atribuição a organização e qualificação permanente dos serviços forenses (artigo 74, VI, do Código de Organização Judiciária do Estado)¹;
CONSIDERANDO a necessidade de divulgação das iniciativas pessoais dos servidores que buscam conhecimento e aprimoramento profissional nas diversas áreas, como forma de reconhecimento e valorização profissional;
RESOLVE:
Art. 1º Instituir a Coluna “Qualificação Profissional” no Boletim Informativo da Comarca da Capital.
Art. 2º Será inserido, na coluna instituída pelo Artigo 1º, mensalmente, o nome do servidor, cargo, período de afastamento, nome do evento e/ou atividades, conforme autorizações publicadas no Boletim da Direção do Foro – ATOS DE PESSOAL – LICENÇA CURSO, CONGRESSO E SIMILARES do mês imediatamente anterior.
Art. 3º Conforme interesse da Administração, também poderá ser publicada, na coluna instituída pelo Artigo 1º:
I - Matéria abordando o objetivo do evento, bem como, no que couber, a aplicabilidade conceitual nos serviços prestados pelo Poder Judiciário;
II - Informações sobre trabalhos acadêmicos e ou publicações de servidores, identificando sua área de atuação e a pertinência de sua produção aos serviços prestados pelo Poder Judiciário.
Parágrafo Único - As publicações previstas nos incisos I e II, deverão ser encaminhadas pelos interessados e sempre que possível acompanhadas de foto do servidor ou de imagem que identifique o conteúdo do tema do evento e/ou da produção teórica.
Art. 4º Esta Ordem de Serviço entrará em vigor a partir desta data.
Porto Alegre, 29 de novembro de 2013.
CLÁUDIO LUÍS MARTINEWSKI,
Juiz de Direito Diretor do Foro da Comarca de Porto Alegre.
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Estrutura








